24 de outubro de 2018

Conheça algumas gírias estranhas dos outros estados brasileiros

Você vai na padoca? Você é um lambão que só conta caô? Você foi tão milli duk que seus amigos acharam que tinha esticado as canelas? Se você não entendeu nada não se sinta mal, as gírias no nosso país são muitos, e elas sempre variam de um estado pra outro.
Conheça algumas gírias ao redor do nosso país nessa matéria.

Foto de Kaique Rocha: Pexels

Vamos começar com São Paulo, aqui nesse estado "sussa" significa estar relaxado, ou tudo bem, "daora" quer dizer legal, "busão" é o ônibus, "role" é um passeio, "padoca" são as padarias e "treze" é uma pessoa louca, isso porque no jargão militar esse é o número que designa uma pessoa com transtorno mental.
"Abraçar" significa desistir ou abrir mão de algo, uma pessoa "fina" é uma pessoa boa e confiável, "mano e mina" significam homem e mulher respectivamente, "a fila anda" quer dizer que a vida continua, "trampo" é um emprego, "pagando pau" quer dizer que você está apaixonado, "colar" é o mesmo que chegar e "mili duk" quer dizer algo como "Nossa! Quanto tempo eu não te vejo!", uma gíria muito usada por bandidos que acabou na boca da galera mas quase já desapareceu.

Foto de Agustin Diaz Gargiulo na Unsplash

No Rio de Janeiro um "caô" é uma mentira, um "vacilo" é uma burrada, "tomar um beiço" é levar um golpe, "mermão" é um jeito de dizer "meu irmão", uma "night" é curtir a noite, uma "pistoleira" é uma mulher interesseira, "relax" é dar uma relaxada, "filé" é uma mulher bonita, "ficou pequeno" é ser humilhado, "larica" é sentir fome, "irado" é achar algo legal, ficar "bolado" é ficar preocupado.
Algo que é "0800" é algo de graça, um "arroz de festa" é uma pessoa que vai pra onde for chamada sem falta, uma "birita" é uma bebida, "bombar" é fazer sucesso, "cara-de-pau" é uma pessoa sem vergonha, e um "gringo" é um estrangeiro, alguém que não nasceu no Brasil.

Foto de I Love Pixel: Pexels

Em Minas Gerais um "bololo" é uma confusão, um "breguete" é um objeto cujo nome você não sabe ou não se lembra, "vamos piá" quer dizer vamos entrar, um "riliento" é um briguento, "cadique" é a abreviação mineira da frase "por causa do quê". Um "zé dend'água" é um abobalhado, um idiota, o mesmo que um "bocolhó".
"Pelejanu" é tentar, "arredar" é se mexer, "fragar" é entender, "tiquim" é um pouquinho, um "trem" pode ser literalmente qualquer coisa, uma comida, um objeto, uma roupa e até uma pessoa. Um "cata jeca" é um ônibus que faz muitas paradas no caminho e vai pegando os "jecas" que são os passageiros. E "Uai" é... bom "uai" é uai sô!

Foto de Marianna Smiley na Unsplash

Na Bahia "abrir o gás" é se mandar, fazer de "facão" ou "culhão" é fazer na marra, sem a ajuda de ninguém. Os "abibolados" são os malucos, estar "a migué" é estar a vontade, um "agreste" é um mal educado, "água dura" é uma cachaça, "aleive" é um absurdo ou uma mentira, ficar "retado" é ficar com raiva, "altear" é aumentar, algo "amarrado de corda" é algo difícil de se fazer, "miserável" por incrível que pareça é um amigo.
"Se pique" é o famoso vaza daqui, "apertar a mente" é perturbar alguém ou ser irritante, "comer pilha" é cair em uma mentira e o famoso "oxente" é uma expressão de diversos significados, pode ser uma surpresa, admiração ou até estranheza.

Foto de Wallace Silva: Pexels

Em Espirito Santo "pocar" é fazer sucesso, uma "chapoca" é algo grande, "gastura" é medo ou ansiedade, "palha" é algo sem graça, "massa" é algo legal, "bicho" pode ser uma pessoa conhecida ou desconhecida, "iá" é uma expressão de surpresa. "Panhar algo" é o mesmo que pegar algo, as "taruíras" são as famosas lagartixas. 
Lá eles não descem do ônibus eles "saltam", "ir pro rock" quer dizer ir a uma festa ou apenas curtir a noite com seus amigos. Ir na "cidade" quer dizer ir ao centro de Vitória e comprar um "pão de sal" é comprar um pão francês.

Foto de Kelly: Pexels

No Amazonas algo está "até o tucupi" quando está muito cheio, um "abestado" é um bobo, a "baixa da égua" é uma gíria usada para indicar um lugar muito longe, "brocado" é estar com fome, "capar o gato" significa ir embora, um "carapanã" é um pernilongo, uma "chibata" é uma coisa muito boa, ficar "de bubuia" é ficar relaxado, "caroço" é uma expressão de surpresa, "pega o beco" é o vaza daqui amazonense.
Um "fuleiro" é um mentiroso, alguém que você não pode confiar, um "galeroso" são aquelas pessoas que se acham populares, "grelhar" é fazer sucesso, um "kikão" é um cachorro quente, uma "leseira baré" é uma atitude idiota, um "leso" é um lesado, "morreu de colar" é quando algo dá muito certo, um "pitiú" é um cheiro ruim, um "toró" é uma chuva forte, e "telezé" é uma abreviação de "você é lesado?"

Foto de thiago japyassu: Pexels

No Acre "arredoar" é dar a volta, "baldear" é limpar com água, "cutex" significa esmalte, "espocar" é estourar, "extrato" é como eles chamam o perfume, "mermo" é mesmo, "piseiro" é uma festa, uma "ruma" é um amontoado, "xiringar" significa espalhar, um "presepeiro" é uma pessoa escandalosa, algo que é o "bicho da goiaba" é o melhor, um "mobral" é uma pessoa burra, isso porque MOBRAL era a sigla do já extinto Movimento Brasileiro de Alfabetização.
"Dar um rolé" é sair pra passear, "mocreia" é uma mulher feia, "pipoco" são tiros, "moscar" é dar bobeira, "vai pro casão" é ir pra cadeia, "arre égua" demonstra surpresa, "bribotes" são salgadinhos e uma "peteca" não é uma peteca e sim uma bola de gude.

Imagem de domínio público

Na Rondônia "bamburrar" é ficar rico, uma "cuidona" é uma pessoa que cuida da vida dos outros ou uma fofoqueira, "dar azia" é ser perturbado ou irritado, "pacabá" é a versão deles da frase "é para acabar", eles não tem inverno eles tem a "época das águas", o "fim da rosca" é o fim de algo, "nóia" é uma droga ilegal e quem usa é "noiado", "parar" significa morar e "podar" é passar na frente, "tilinga" é uma mulher promiscua.
Um "piseiro" é uma festa agitada, "vazar na braquiária" é desaparecer ou ir embora, "tá brefado" é estar sem dinheiro, "ter uma lera" é ter uma grande quantidade de algo, e "torar a jaca" é ganhar algo.

Foto de Dieny Portinanni na Unsplash

Em Roraima um "cutião" é quem mora sozinho, uma "preá" é quem tem muitos filhos ou uma família grande, um "jacamim" é quem cria o filho de outra pessoa, um "rupelo" é um pobre, "vara de espichar couro" é uma pessoa alta e uma mulher "amojada" é uma mulher grávida.
Um "rebenque" é um chicote, "pindaíba" é pescar com uma vara, "canaima" é uma expressão indígena que diz algo como "cuidado com o que vem do céu", uma "caxiri" é uma bebida, tipo uma cerveja, "curare" é veneno e "diaxo" é uma expressão usada pra quase tudo, de raiva a surpresas.

Foto de Kelly: Pexels

No Amapá "porrudo" significa grande, "não, é pão" é o jeito deles serem sarcásticos e dizerem "óbvio que sim", um "malaco" é um ladrão, um arruaceiro ou só uma pessoa ruim, "borimbora" quer dizer "vamos embora", sair "chutado" é sair correndo e "ontonti" é o jeito deles falaram "anteontem".
Levar um "nike" é levar um fora, um "paidégua" é algo muito legal, um "filé de gurijuba" ou "polpa da bacaba" é algo muito legal e "estar do meio dia pra tarde" é estar quase acabando, velho ou até morrendo.

Foto de Bleco Loco na Unsplash

No Tocantins estar "abufelado" é estar chateado, "ratimbora" é algo como vai embora daqui, "acolá" quer dizer ali, "acunhar" quer dizer fugir, "apombalhado" é uma pessoa burra, uma "aresia" é uma conversa besta, uma "banda" é um pedaço de alguma coisa, "baludo" é alguém que tem muito dinheiro, "igual o Jalapão" quer dizer que algo é muito bonito, em referência ao Parque Estadual do Jalapão.
"Bater a caçuleta" é morrer, "embuchar" é engravidar, "descatiar" é acelerar, um "porre" é algo chato, uma "boroca" é uma bolsa, "isturdia" é usado quando a pessoa não se lembra de uma data exata e "arrocha o buriti" é usado para enfatizar uma ação.

Foto de Jiokyvisson Silva: Pexels

No Pará você não quebra algo, você "esbandalha", "levar o farelo" é se dar mal, "égua" é usada para se referir a qualquer coisa, "borimbora" é vamos embora, "olha que o pau te acha" quer dizer "toma cuidado", "putistanga" quer dizer poxa, "dar uma forra" é retribuir um favor, "diacho" é uma expressão de desapontamento, "arreda já" quer dizer saia daí, "lavar prato" é estar sem dinheiro e um "papa-chibé" é alguém nascido no Pará.
Um "gala-seca" é um idiota ou alguém irritante, algo "di rocha" é algo verdadeiro, "aplica na jugular" é quando você acha que alguém está mentindo e um "maluvido" é alguém "mal do ouvido", ou seja que não ouve ninguém e faz o que quer.

Foto de Leo Castro: Pexels

E por último vamos falar do Maranhão, pra eles "éguas" significa algo como "caramba" ou "nossa", um "esparroso" é alguém que exagera muito, "mermã" é "minha irmã" e "marrapá" é algo como "mas rapaz".
"Qualira" é usado para humilhar alguém, principalmente os gays, "cai-no-mato" quer dizer fugir, um "cangote" é um pescoço, um "aziado" é alguém desanimado, "ralado" é algo desanimado, alguém "invocado" é alguém que está com raiva e eles não vão a festas eles "vão as pedras".

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