quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Pessoas incríveis da história que você nem conhecia

Fazer algo incrível já é difícil, mas fazer algo incrível e entrar para a história do mundo é quase impossível. Conheça nessa lista algumas pessoas incríveis que você provavelmente nem fazia ideia que existiram.


Margaret Eloise Knight (14 de fevereiro de 1838 - 12 de outubro de 1914) foi uma inventora americana chamada de "a mais famosa inventora mulher do século XIX". Ela fundou a Eastern Paper Bag Company em 1870, criando sacolas de papel para mantimentos semelhantes às que seriam usadas até hoje. Ela também inventou um dispositivo que desligava uma máquina caso algo fosse pego por ela, esse dispositivo foi usado em serralherias e salvou muitos membros ao longo dos anos.
Knight recebeu dezenas de patentes em diferentes áreas e ainda se tornou um símbolo do empoderamento feminino.

Idawley Zoradia Lewis (25 de fevereiro de 1842 - 24 de outubro de 1911) foi uma faroleira americana conhecida por seu heroísmo em resgatar pessoas dos mares, chegou a ser chamada de "a mulher mais corajosa da América". 
Ela era filha de um faroleiro que ficou muito doente, então Ida e sua mãe estavam cuidando do farol e também dos outros membros da família. Ida tinha apenas 12 anos quando fez seu primeiro resgate ao ajudar quatro homens cujo barco havia virado. Aos 15 anos, tornou-se a melhor nadadora de Newport. Como o farol estava cercado pela água, ela ainda remava seus irmãos para a escola todos os dias. Depois que seu pai (1873) e sua mãe (1878) morreram, ela se tornou uma faroleira oficial.

Irena Sendler (15 de fevereiro de 1910 - 12 de maio de 2008), também conhecida como "O Anjo do Gueto de Varsóvia," era uma enfermeira polonesa que salvou 2.500 crianças judias do gueto de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial. Sob o pretexto de realizar inspeções das condições sanitárias dentro do Gueto, Sendler e seus colegas de trabalho contrabandeavam bebês e crianças pequenas. Ela foi presa pela Gestapo e torturada, mas nunca deu nenhuma informação a eles. 

Joshua Slocum (20 de fevereiro de 1844 – 14 de novembro de 1909) foi um marinheiro, escritor e aventureiro. Ele foi o primeiro homem a dar a volta ao mundo sozinho e escreveu um livro sobre sua jornada chamado "Sailing Alone Around the World" (Navegando sozinho ao redor do mundo), que tornou-se um best-seller.
Infelizmente seu amor pelo mar também viria a ser sua ruina, ele desapareceu no mar e seu corpo nunca foi encontrado, mas o motivo da morte parecia ser óbvio já que, ironicamente, ele nunca aprendeu a nadar e considerava a natação algo inútil.

Padma Shri Jadav "Molai" Payeng (nascido em 1959) é um ativista ambiental da tribo Mishing e trabalhador florestal de Jorhat, na Índia. Durante 37 anos de sua vida ele se dedicou a plantar árvores no que era um deserto árido, e graças a seus esforços o local renasceu como uma reserva ambiental, a "Molai Forest" foi até mesmo nomeada em sua honra.

Um menino de 4 anos estava quase caindo da sacada de um prédio na França, foi quando Mamoudou Gassama (nascido em 1996) entrou em ação. Em menos de um minuto, o cara escalou pelo menos quatro andares, sem ajuda, usando apenas as próprias mãos para puxar o menino para um local seguro. Por seus atos ele acabou ganhando cidadania francesa.

Em 2018, um atirador entrou em um restaurante Waffle House perto de Nashville, pouco tempo depois ele começou a matar quem estivesse à vista. Mas o técnico elétrico James Shaw Jr. (nascido em 1988) notou que o atirador parou momentaneamente de atirar e apontou o cano de seu AR-15 para o chão. Foi quando Shaw tomou uma decisão. Ele correu até o atirador e conseguiu apreender o rifle. Quatro pessoas foram mortas, mas a polícia disse que o número poderia ter sido muito maior se Shaw, que foi baleado em seus esforços, não tivesse agido rápido.

Witold Pilecki (Olonets, 13 de maio de 1901 - Varsóvia, 25 de maio de 1948) foi um capitão de cavalaria da Segunda República Polaca, agente da inteligência e co-fundador do movimento de resistência "Exército Secreto Polaco", mas ele é mais lembrado por ter sido mandado para o campo de concentração de Auschwitz de propósito.
Pilecki na verdade queria conseguir informações úteis contra os nazistas, e ele fez isso sendo preso de propósito. Ele reuniu informações dentro de Auschwitz e as enviou para o exército polonês clandestino por dois anos, suportando condições brutais e quase morte apenas para detalhar os métodos de execução e interrogatório nazistas. Quando os Aliados continuaram a adiar qualquer ajuda (alguns até o acusaram de exagerar seus relatórios), ele decidiu parar de esperar e fugiu do campo.
Pilecki continuou a reunir informações durante a guerra e também não desistiu depois, embora agora fosse contra um governo diferente, o regime soviético na Polônia.
Infelizmente Pilecki foi mais tarde capturado pelos comunistas, preso por espionagem em 1948 e sentenciado a não uma, mas três sentenças de morte. Os comunistas também apagaram seu nome do registro público após sua execução, e nenhum relato da bravura de Pilecki foi conhecido até depois da queda do muro de Berlim.

À medida que o regime nazista começava a subir ao poder, o cônsul-geral japonês Chiune Sugihara (1º de janeiro de 1900 – 31 de julho de 1986) e sua esposa Yukiko observavam com crescente preocupação os judeus lituanos serem perseguidos, expulsos de seus negócios e forçados a ir para campos de trabalho. Finalmente, Sugihara decidiu que para ele bastava, e partiu para trazer os judeus da Europa para o solo japonês e, tecnicamente falando, fora do alcance de Hitler. Só que o governo japonês não aprovou a ideia dele e encerrou o pedido de Chiune para emitir vistos para os judeus em fuga. Em resposta Sugihara essencialmente cometeu traição e começou a escrever todos os vistos junto com sua esposa.
Juntos eles acabaram escrevendo cerca de 6.000 vistos para judeus lituanos, um feito incrível que é ainda mais inacreditável quando comparado ao recorde de 1.200 de Oskar Schindler.

A jornalista investigativa Nellie Bly, cujo nome de verdade era Elizabeth Cochran Seaman (5 de maio de 1864 - 27 de janeiro de 1922), se infiltrou como uma paciente em um asilo apenas para expor os abusos que aconteciam lá em 1887. Na verdade ela foi uma pioneira desse tipo de investigação, que é usada até hoje ao redor do mundo.
No ano seguinte ela resolveu transformar o romance A Volta ao Mundo em Oitenta Dias em realidade quando ela mesma viajou ao redor do mundo, só que ela só levou 72 dias.

Stanislav Petrov (7 de setembro de 1939 - 19 de maio de 2017) foi um coronel do Exército Vermelho que, em 26 de setembro de 1983, evitou uma guerra nuclear ao se recusar a aceitar que mísseis estadunidenses tinham sido lançados contra a URSS, apesar da indicação dada pelo sistema de alerta computadorizado.
Petrov não entrou em pânico. Ele sabia que os sistemas de alarme estavam em seus estágios iniciais e pessoalmente acreditava que o aviso era falso, embora mais tarde ele tenha admitido que na verdade havia uma chance de 50% de que não fossem. Em vez de relatar os ataques com mísseis, Petrov desligou o alarme e disse ao seu supervisor que havia um mau funcionamento do sistema.
Os alertas do computador soviético mais tarde se revelaram errados, e Petrov ficou conhecido como a pessoa que evitou a Terceira Guerra Mundial. Por causa do sigilo militar e de diferenças políticas e internacionais, os atos de Petrov foram mantidos em segredo até 1998.

Henrietta Lacks (nascida Loretta Pleas, 1 de agosto de 1920 - 4 de outubro de 1951) foi uma mulher negra norte-americana doadora involuntária de células cancerosas, que foram mantidas em cultura pelo cientista George Otto Gey para criar a primeira linhagem celular imortal da história. Esta linhagem de células, utilizada em pesquisas médicas, atualmente é conhecida como HeLa, e foi graças a ela que várias descobertas foram feitas, como a popularização da vacina contra poliomielite.
O problema é que nem a mulher e nem os seus cinco filhos deram permissão para os médicos fazerem isso, e os médicos também tentaram apagar Henrietta dos livros de história, por isso muitos nem sabem que ela existe.

Similarmente o australiano James Christopher Harrison (nascido em 27 de dezembro de 1936) também salvou muita gente, mas ele escolheu fazer isso.
Harrison começou a doar sangue em 1954. Após as primeiras doações, descobriu-se que seu sangue continha anticorpos extraordinariamente fortes e persistentes contra o antígeno do grupo D Rh. A descoberta desses anticorpos levou ao desenvolvimento de produtos à base de imunoglobulinas para prevenir a doença hemolítica do recém-nascido (HDN). Estima-se que suas doações ajudaram a salvar mais de 2,4 milhões de bebês, com mulheres grávidas, incluindo sua própria filha Tracey, sendo tratadas com seus anticorpos.
Hoje em dia ele é membro da Ordem da Austrália e foi apelidado de "Homem com o braço de ouro".

Bom, por hoje é só, não se esqueçam de deixar sua curtida em nossa página oficial! Até a próxima.

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