sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Conheça a história de criminosos que se safaram da Lei #6

O mundo está cheio de criminosos, mas ao contrário do que muita gente acha a maior parte deles nunca são pegos, e alguns desses criminosos que escaparam da lei ficaram famosos ao redor do mundo. Conheça agora mais algumas de suas histórias. 

Servant Girl Annihilator (Aniquilador de Servas) não é o melhor nome do mundo, mas este serial killer fazia exatamente isso, ele pode ter matado até 8 garotas entre 1884 e 1885, todas com um machado, o que também lhe rendou os apelidos de Austin Axe Murderer (Assassino do Machado de Austin) e Midnight Assassin (Assassino da Meia-Noite).
Tudo começou em... bom, os especialistas não sabem quando tudo começou na verdade, a polícia começou a notar que tinha algo errado apenas quando vários cadáveres apareceram mutilados do mesmo jeito, no total foram cinco mulheres negras, duas brancas e um homem negro. Todas as vítimas foram atacadas dentro de suas próprias casas enquanto dormiam em suas camas. Cinco das mulheres foram arrastadas, inconscientes mas ainda vivas, e mortas ao ar livre. Três delas foram gravemente mutiladas enquanto estavam do lado de fora, mas parece que ninguém havia ouvido ou visto nada.
Para piorar todas as vítimas foram colocadas em poses similares e seis das mulheres assassinadas tinham um "objeto pontiagudo" inserido em suas orelhas. 
Os assassinatos pararam tão estranhamente quanto haviam começado, mas a polícia tinha um culpado, ou pelo menos eles acharam que tinham. 
James Phillips foi condenado pelo assassinato de sua esposa, mas a condenação foi posteriormente anulada e o caso voltou a estaca zero. No fim 400 homens foram presos, mas nenhum culpado foi encontrado. A lenda do assassino se espalhou na comunidade negra, que dizia que ele era um homem branco com poderes sobrenaturais, já que ninguém via ou ouvia ele.
E esse foi o fim do caso, o Aniquilador nunca foi encontrado, muito menos preso, nenhum outro assassinato foi atribuído a ele e o caso foi fechado.

O Doodler (Rabiscador) é outro assassino com nome ridículo, ele ganhou essa alcunha pelo fato dele desenhar retratos de suas vítimas masculinas antes de fazer sexo com elas e esfaqueá-las até a morte. Ele é considerado oficialmente o responsável por até 16 assassinatos e três agressões a homens em San Francisco, Califórnia, entre janeiro de 1974 e setembro de 1975. Todas as suas vítimas eram homens brancos que ele conhecia em baladas gays, bares e restaurantes.
O suspeito foi descrito como um homem de ascendência africana entre 19 e 25 anos. Ele tinha cerca de um metro e oitenta de altura e uma constituição "esguia", mas a polícia acreditava que havia mais de um negro aterrorizando a cidade.
O grande problema do caso é que ninguém que sobreviveu ao assassino queria testemunhar, porque isso significaria admitir ser gay, o que destruiria a vida pública deles, já que algumas vítimas tinham posições de poder na sociedade, incluindo um diplomata e uma celebridade.
A policia até tentou prender alguém, mas sem o testemunho dos sobreviventes eles logo desistiram disso e passaram a trabalhar em novos casos, jogando o Doodler para escanteio, até hoje nenhuma pista nova foi encontrada.

Em 18 de março de 1990, dois homens vestidos como policiais entraram no Museu Isabella Stewart Gardner em Boston e disseram ao segurança que estavam respondendo a uma ligação de emergência. Os guardas os deixaram entrar, mas os criminosos disfarçados rapidamente algemaram eles e os trancaram no porão. No fim da noite o Museu havia perdido US$ 500 milhões na forma de 13 obras raras que haviam sido roubadas.
O FBI foi rapidamente chamado, mas eles não encontraram evidências sólidas, eles então teorizaram que um grupo profissional tinha sido o responsável pelo roubo. O FBI dependeu de interrogatórios, informantes disfarçados e operações secretas para coletar suas informações. Eles se concentraram principalmente na Máfia de Boston, que estava no meio de uma guerra interna de gangues durante o período. Mas isso não foi o suficiente e nenhuma nova descoberta foi feita.
O museu decidiu agir por conta própria e ofereceu 10 milhões de dólares por qualquer informação que levasse aos criminosos, mas mesmo sendo a maior recompensa já oferecida até aquele momento ninguém falou nada.
O caso acabou nunca sendo resolvido, os ladrões nunca foram encontrados e as obras muito menos, mas o museu não perdeu as esperanças, eles deixam molduras vazias nos lugares das obras verdadeiras, pra quando elas finalmente voltarem pra casa poderem ser expostas novamente.

Betty Shanks, de apenas 22 anos na época, foi encontrada morta em Brisbane, Austrália, em 1952, e o caso continua sendo um dos mais antigos e notórios casos de assassinato não resolvido em Queensland, Austrália.
Na noite de 19 de setembro de 1952, Betty Shanks desceu de um bonde na Days Road Terminus em Grange, um subúrbio de Brisbane, Queensland, após assistir a aulas na cidade e começou sua curta caminhada para casa. Seu corpo violentamente espancado foi encontrado no jardim de uma casa na esquina das ruas Carberry e Thomas na manhã seguinte às 5:35 da manhã, por um policial que morava nas proximidades. Na época, foi a maior investigação criminal de Queensland, tanto que por 50 anos uma recompensa de A$ 50,000 foi prometida a qualquer um que resolvesse o caso.
Por incrível que pareça o problema não foi falta de culpados, foi o excesso deles, devido a fama do caso várias pessoas acabaram "confessando" ser o assassino, mas a polícia não encontrou provas que eles eram realmente culpados, por isso o caso nunca foi resolvido.
O historiador australiano Lyle Reed pesquisou o crime por anos e acredita que sabe o que aconteceu: um policial a matou acidentalmente com sua motocicleta e, em seguida, encenou um acobertamento. Mas se ele está certo ou não nunca saberemos já que a polícia não gostou de sua teoria o suficiente para investiga-la.

Barbara Grimes, de 15 anos, e sua irmã Patricia de 12, desapareceram depois de irem assistir o filme Love Me Tender em Chicago em 28 de dezembro de 1956, o que levou a uma das maiores operações de procura e resgate de Chicago até hoje. Um mês depois, seus corpos foram encontrados nus à beira de uma estrada local. A polícia logo desconfiou de um assassinato mas, por incrível que pareça, o legista discordou deles e disse que as garotas morreram de choque circulatório apenas 4 horas após desaparecerem. Para piorar ainda mais dezenas de pessoas ligaram para a polícia para dizer que tinham visto as garotas ainda vivas quase um ano após seus corpos terem sido descobertos. Não precisa dizer que o caso foi uma confusão gigante né?
A polícia discordou do legista, o público discordou da polícia, a mídia confundia todo mundo com rumores sendo reportados como fatos, pessoas foram demitidas, investigadores faleceram, políticos se envolveram e parecia que o caso agora era mais sobre orgulho do que justiça. Até hoje ele não foi resolvido e muitos ainda usam ele como exemplo de como o sistema criminal americano é falho.

O Brasil tem uma das piores taxas de crimes não resolvidos, e hoje vamos falar de um dos mais malucos deles, o caso que envolve OVNIs, máscaras de chumbo e possível envenenamento.
O caso aconteceu no Rio de Janeiro lá em 1966 quando dois técnicos em eletrônica brasileiros, Manoel Pereira da Cruz e Miguel José Viana apareceram mortos em circunstâncias bizarras até para a polícia do Rio.
Os corpos foram descobertos por Jorge da Costa Alves, um jovem de apenas 18 anos que estava empinando pipa no local. Os cadáveres trajavam ternos e capas impermeáveis e não havia sinais de violência neles e nem na área próxima. A polícia encontrou ainda uma garrafa de água vazia e um pacote com duas toalhas. Mas o que realmente chamou a atenção foram as máscaras de chumbo parecidas com óculos usadas pelos dois homens, que eram máscaras usadas tipicamente para proteção contra radiação. A polícia achou também um bloco de anotações com símbolos e números (códigos de referência para válvulas eletrônicas) e um bilhete dizendo:
"
16:30 Hs. está local determinado.
18:30 Hs. ingerir cápsula após efeito,
proteger metais aguardar sinal máscara."
Para ficar ainda mais bizarro uma mulher chamada Gracinda Barbosa Cortino de Souza e seus filhos, que viviam próximos ao morro onde os corpos foram encontrados, contataram a polícia local alegando terem visto o que descreveram como um OVNI pairando sobre o morro no momento exato em que os investigadores creem que os dois homens morreram.
Na necropsia não foi possível uma investigação de substâncias tóxicas nos órgãos internos, pois eles já estavam em grau avançado de decomposição. A putrefação também tornou impossível determinar se eles foram eletrocutados ou não. Ou seja, a polícia não tinha nada.
Um dos amigos da dupla afirmou que Miguel Viana e Manoel Cruz faziam parte de um grupo "científico-espiritualista", além disso, publicações que falavam de "esoterismo" e "espíritos" foram encontrados nas casas dos homens, mas embora fosse lógico concluir que eles eram parte de algum culto bizarro ninguém se pronunciou sobre isso, deixando a polícia mais uma vez de mãos vazias, e até hoje sem respostas definitivas.

Bom, é isso pessoal, não deixem de visitar nossa página oficial e ler mais matérias curiosas como essa. Até a próxima!

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