sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Curiosidades sobre países #32 - Países que não existem mais

Sejam bem vindos a mais uma parte da nossa série de matérias sobre países e suas várias curiosidades, hoje nós vamos focar em países, nações, estados e reinos soberanos que simplesmente não existem mais hoje em dia. Confira e se entretenha!

O Ceylon (Ceilão) é mais conhecido por ser o local de nascimento do autor do livro O Paciente Inglês, Michael Ondaatje, mas hoje em dia o país não existe. 
A história dessa ilha remonta ao final do século 6 a.C, quando os cingaleses chegaram lá. Esse grupo viveu pacificamente na terra até que uma dinastia do sul da Índia tomou o poder e estabeleceu o reino Tamil no século XV. Mas muita coisa ainda iria acontecer nos dois séculos seguintes, o Ceilão foi ocupado pelos portugueses e depois pelos holandeses, até ceder ao controle britânico em 1796. Os britânicos governaram até o Ceilão se tornar independente em 1948. Finalmente, em 1972, o estado-nação resolveu se reinventar e adotou o nome Sri Lanka, que significa "grande e bela ilha", acabando de vez com o Ceylon.

Você já deve ter ouvido falar da Checoslováquia, ele foi um país que existiu na Europa Central entre 1918 e 1992 (com a exceção do período da Segunda Guerra Mundial). O país foi criado nos ombros do Império Austro-Húngaro pelo tratado de Saint-Germain-en-Laye, a Checoslováquia reunia num mesmo estado duas nações de língua similar, os checos e os eslovacos. Mas em 1993 as duas nações decidiram terminar as coisas de uma maneira amigável, se separando e acabando com o país no processo.

O nome Mesopotâmia pode ser traduzido como "entre dois rios", uma referência à sua localização perto dos rios Tigre e Eufrates. Sua cidade e capital mais famosa, Babilônia, é considerada o berço da literatura e da escrita. Mesmo assim a grande nação acabou se desfazendo no século XVI d.C. dando lugar a três nações diferentes, a Síria, o sudeste da Turquia e grande parte do Iraque.

Antigamente existia um país minúsculo na Europa não muito maior do que 3,5 km² chamado Moresnet Neutro. Ele tinha sua própria bandeira e moeda, mas o mais importante era que ele tinha a Vielle Montagne, uma das duas únicas minas de zinco do continente inteiro.
O que aconteceu é que após a queda do Império de Napoleão em 1814, os vencedores dividiram seu domínio, mas o Reino Unido da Holanda e da Prússia não chegaram a um acordo quanto a esta pequena aldeia que ocupava ambas as terras, então, em 1815, eles a declararam um estado de copropriedade. 
Quando a Prússia perdeu na Primeira Guerra Mundial, porém, o país tornou-se parte da Bélgica.

Terra Nova ainda tecnicamente existe, mas junto com seu vizinho Labradour, eles agora fazem parte de uma província canadense, mas antes disso, Terra Nova era na verdade sua própria nação independente.
A ilha foi primeiro povoada pelos índios Beothuk, depois foi avistada pelos vikings no final do século X. Muito tempo depois um grupo de colonos escoceses, franceses, irlandeses e ingleses estabeleceram postos avançados independentes, que foram combinados em 1907 para formar um país independente autônomo chamado Domínio de Terra Nova. Mas depois que a Grande Depressão deixou a economia do país completamente ferrada eles voltaram voluntariamente a ser uma colônia britânica em 1934. Finalmente, em 1949, o ex-país tornou-se parte do Canadá.

O Reino da Prússia remonta à Idade Média, e mesmo assim ele permaneceu em existência até 1947. Embora ele tenha o nome da região da Prússia, ele foi na verdade um Reino Alemão, que no seu auge incluía mais da metade da Alemanha moderna e toda o que agora é a Polônia Ocidental, bem como parte da atual França, Bélgica, Dinamarca e Lituânia.
O Reino sobreviveu guerras contra Napoleão, dinamarqueses, austríacos e os franceses, mas as Guerras Mundiais foram sua queda. Quando a Alemanha foi derrotada na Primeira Guerra Mundial, a monarquia prussiana acabou. Depois que os aliados assumiram o controle da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, as terras da Prússia foram divididas e o estado dominante foi totalmente abolido.

Temos também o Reino de Sikkim, estabelecido como uma monarquia soberana em 1642 ele tornou-se um protetorado indiano em 1950 e se fundiu com o país após um referendo em 1975.
Hoje a sua população é uma mistura de povos de língua nepalesa, tibetana e hindi, além de sikkimeses nativos. Esses habitantes originais adoram as montanhas como deuses e acreditam que Sikkim foi a residência dos reis temporais e espirituais chogyal, que continuam a governar seu mundo.

A pequena ilha de calcário de Tavolara, na costa nordeste da Sardenha, já foi o menor reino do mundo, ele tinha cerca de de 5,9 km². Seu ponto mais elevado está a "apenas" 565 metros acima do nível do mar.
O local foi descoberto por Giuseppe Bertoleoni no final do século XVIII. Ele quase que imediatamente se autoproclamou rei, e esse título foi passado de geração em geração, embora o domínio nunca tenha sido legalmente reconhecido por outros países.
Hoje em dia a ilha pertence a Itália, mas os descendente de Bertoleoni continuam a trabalhar nela.

A Tripolitânia já passou pelas mãos dos fenícios, romanos, vândalos, árabes e muitos outros antes que os otomanos a reivindicassem como parte de seu Império no século XVI. Mas em 1939 a Tripolitânia não era mais um estado separado, ela tornou-se parte da colônia italiana da Líbia, tendo Trípoli como seu centro.

Essa imagem preta não é um erro não, essa era a bandeira da Dinastia Hotaqui, que foi um estado afegão de origem Guilji criado em abril de 1709 por Miruais Hotaque, depois dele liderar uma revolução bem sucedida contra seus senhores do Império Safávida em Candaar.
Infelizmente, apenas 29 anos depois eles já não existiam mais, isso porque Nader Shah Afshar derrotou Hussain Hotak durante o longo cerco de Kandahar em 1738.

O famoso império Pérsia tecnicamente nunca existiu, esse era o nome dado pelos gregos da antiguidade para designar o território governado pelos reis aquemênidas, ou seja, a Pérsia era no máximo um reinado, e não um império, e os seus moradores sempre chamaram o reinado de Irã, apenas os ocidentais chamavam ele de Pérsia. Na verdade quase tudo que sabemos dos persas foi escrito pelos gregos.
Em 1935, o xá Reza Pahlavi solicitou formalmente que a comunidade internacional passasse a empregar o nome nativo do país, Iran (Irã ou Irão, em português).

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