terça-feira, 31 de dezembro de 2019

A origem das tradições de Ano-Novo

Por aqui você já leu várias matérias de ano-novo, de como outros países celebram esse dia, até curiosidades sobre ele, mas agora você vai aprender a origem de algumas das tradições brasileiras do reveillon.

Uma das tradições mais populares entre casais é se beijar a meia-noite. Esse costume veio da antiga tradição chamada "saining", onde os europeus costumavam oferecer bençãos de proteção e boa sorte, eles faziam isso dando beijos nas pessoas, mas nada de beijo de língua, era apenas um beijo normal, as vezes no rosto, na testa etc. 
Com o passar do tempo o feriado ficou cada vez menos religioso mas o hábito de beijar seu parceiro ainda existe até hoje.

O famoso champanhe (ou champanha) é uma parte importante da comemoração para muitos. O costume em si também é religioso, mas antes as pessoas não bebiam o champanhe mas sim o vinho, que representa o sangue de Cristo. E de onde vinha todo esse vinho? Da região de Champanha-Ardenas na França.
Mais caro do que o vinho tradicional, o champanhe rapidamente ganhou status de luxo no meio da alta sociedade. Era a bebida preferida da nobreza e dos mais privilegiados. Ela e os vinhos passaram a ser servidos juntos em comemorações, mas com o passar do tempo o champanhe roubou o lugar do vinho porque ele era considerado mais "nobre" e "especial", perfeito para comemorações.


Quem nunca fez uma promessa de Ano-Novo... e depois falhou miseravelmente em cumprir ela? As resoluções de Ano-Novo são muito antigas, elas remontam aos mesopotâmicos.
Na Antiga Babilônia, os cidadãos faziam promessas em voz alta em março, durante seu Festival de Ano-Novo de 12 dias, chamado Akitu. Normalmente essas promessas não tinham nada a ver com perder peso, parar de fumar etc, elas eram promessas feitas ao Rei, eles acreditavam que elas agradavam os deuses, o que fazia a vida no reino ficar melhor.
Os romanos também tinham a tradição de prestar um juramento de lealdade ao imperador em março, quando seu Ano-Novo começava. E a Igreja Católica mandava seus fiéis "renovarem" a sua fé em Cristo fazendo suas próprias promessas no dia 31 de dezembro.

Embora fogos de artificio sejam comuns no Ano-Novo brasileiro, eles não são muito comuns em outros países, na verdade em alguns eles são até ilegais.
A origem dessa tradição explosiva vem da tradição de afastar espíritos ruins fazendo barulho e usando fogo. Antigamente nossos antepassados faziam isso batendo em tambores, pedaços de madeira, pedaços de ferro e tudo que pudessem encontrar, sem contar acender fogueiras e coisas do tipo.
Os chineses então popularizaram o uso de fogos nessa época do ano ainda com o objetivo de afastar espíritos ruins. Da China os fogos se espalharam para o resto do mundo, especialmente na Europa.


No Brasil é comum que as pessoas usem roupas de cores diferentes para atrais coisas boas no ano seguinte. Essa tradição em particular veio da Candomblé, eles costumavam se vestir de branco ao fazer oferendas e a moda acabou pegando.
Depois de algum tempo, quando cristãos e evangélicos "roubaram" a tradição, outras cores com outros significados (sejam eles religiosos ou não) também passaram a ser usadas.



E falando em Candomblé, é deles que vem a tradição de pular sete ondinhas na praia, uma tradição que também está intimamente ligada à Umbanda e ao culto a Iemanjá.
O sete representa Exu, filho de Iemanjá, e também tem relação com as Sete Linhas de Umbanda, conceito de organização dos espíritos sob o comando de um orixá. Cada pulo então seria o pedido a um orixá diferente.


Para muitos o Ano-Novo não é uma festa até eles comerem lentilhas. Essa tradição é europeia, provavelmente italiana. 
O motivo para se comer lentilhas é que seu formato achatado lembra o de moedas, por isso os antigos acreditavam que ela atraia riquezas. 


Já as sementes de romã são consumidas (ou guardadas) devido a um ritual antigo dos romanos. Acredita-se que para eles o romã representava ordem e riqueza, então comer eles atrairia essas coisas para a sua vida.


A tradição de comer uvas (normalmente 12 delas) é espanhola, você deve comer uma uva em um segundo, se conseguir comer as doze vai ter sorte no ano seguinte.
Mas por que uvas? Por nenhum motivo exceto dinheiro, esse "costume" é falso, ele foi criado pelos donos de vinheiros espanhóis apenas para vender mais uvas nessa época do ano.


Muitas pessoas gostam de comer porco na virada do ano, eles acreditam que isso trás boa sorte. Essa tradição vem da Alemanha, lá eles sempre comem o sauerkraut (ou chucrute) no Ano-Novo para atrair dinheiro e felicidade. 
O chucrute é nada mais do que conserva de repolho fermentado, que pode ser servido como acompanhamento para outros pratos, incluindo o porco, que também é considerado sortudo, quando se come os dois pratos juntos então a sorte fica ainda maior.
Ninguém sabe exatamente porque porcos são considerados sortudos, talvez seja porque eles fuçam o chão para frente, simbolizando progresso, o que se sabe é que quando a tradição chegou no Brasil nós abandonamos o chucrute e ficamos apenas com a carne do porco para dar boa sorte.
Em muitos lugares do mundo quem não gosta de comer porco substitui ele por outras coisas como por exemplo porcos de chocolate ou maçapão.


E assim como comer porco trás boa sorte, muitos acham que comer aves atrai azar. Essa tradição vem do antigo costume de achar que galinhas davam azar, isso porque elas ciscam o chão, para nossos antepassados isso significava retrocesso. Das galinhas a tradição se espalhou para diversas aves.

Já o hábito de comer peixe nesse dia provavelmente vem da China antiga. Na China a palavra peixe é pronunciada como "yu", que também significa "fortuna" em chinês. Além disso, na China antiga, o peixe era considerado bom para exorcismos, ou seja, afastar espíritos ruins e atrair os bons.

E essas são as origens das tradições mais comuns do Brasil. Se quiser ver mais matérias interessantes venha curtir nossa página no facebook. Até a próxima!

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