sábado, 13 de março de 2021

Confira como eram os macabros e bizarros contos de fadas originais

Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e Os Três Porquinhos, quem nunca ouviu um conto de fadas que começa com "Era uma vez..." e termina com "Felizes para sempre"? Mas nem sempre foi assim, os contos de fadas são muito mais antigos do que você acha, e antes da Disney popularizar eles essas historias eram violentas, macabras e simplesmente inapropriadas para crianças.
Confira agora como era a versão original de alguns dos contos de fadas mais famosos do mundo.

A primeira coisa que você deve saber sobre a Branca de Neve é que os Sete Anões chamados Dunga, Mestre, Dengoso, Atchim, Feliz, Soneca e Zangado nunca existiram na história original, eles são criação da Disney para o filme de 1937, e se alguém tentar usar eles a empresa vai meter um processo gigante.
A Branca de Neve, assim como muitos outros contos que você vai ver nessa lista foi popularizada pelos irmãos Grimm, que a  publicaram em 1812 na primeira edição de sua coleção Grimms Fairy Tales (Contos de Fadas dos Grimm).
A história começa quando a Rainha pergunta a seu espelho mágico quem é a mulher mais bonita do reino, o espelho então responde que sua enteada, que tem lábios vermelhos como sangue, pele branca como a neve e cabelo preto como ébano é a mais bonita do reino.
A Rainha então contrata um caçador e lhe diz para matar a Branca de Neve, cortar seu coração, rins e pulmões e traze-los de volta para que ela possa come-los. O caçador manda a garota fugir e ela se encontra em uma casa pequena com sete anões que a deixam morar lá se ela fizer todos os trabalhos domésticos para eles.
A rainha descobre que a garota esta viva e se disfarça para lhe matar de vez. Ela oferece a garota um corpete muito bonito e brilhante, e quando a garota veste ele a rainha o aperta até ela sufocar e desmaiar, mas os anões desfazem as amarras antes dela morrer. 
A rainha então oferece uma maça envenenada a garota, ela não faz ideia de que sua enteada sobrevive após comer a maçã. Na verdade, a pobre garota fica engasgada com um pedaço de maçã e asfixia novamente. E ela não acorda com um beijo: o pedaço de maçã sai da garganta da garota pálida após a carruagem usada pelo príncipe (que se apaixonou por ela) se chocar em algo. 
Enfim, o príncipe pede a moça em casamento e convida a rainha má, que é a sua mãe para a festa. Lá a Rainha descobre que seu filho vai se casar com a garota que ela tentou assassinar e resolve mata-la ali mesmo, mas seu filho não deixa e manda a rainha dançar até a morte usando sapatos de ferro que estão ardendo em brasas.
Mas originalmente a coisa era ainda pior, era a própria mãe de Branca que a levava para a floresta e a abandonava lá, mas os Grimm mudaram de mãe para madrasta para ficar melhor para as crianças. 
Acredita-se que a moral da história dos irmãos era algo como "não se compare aos outros, você é você", no caso a Rainha se comparava a sua enteada e pagou com sua própria vida por sua inveja.

A Bela Adormecida é um dos contos do escritor Charles Perrault em 1697, que depois foi reescrita pelos irmãos Grimm, mas ela passou por muitas mudanças em cada versão.
A história começa com uma predição do futuro, os sábios do reino dizem que a filha do rei será colocada em coma ao se furar com uma farpa de linho, o rei então manda destruir todos os objetos de linho do reino, mas sua filha, não sabendo melhor, se fura mesmo assim.
Seu pai a coloca em um quarto no meio da floresta e a abandona ali, até que um dia um príncipe estava passando pela floresta e se apaixona pela mulher em coma, ele então estupra ela até que ela engravida. Nove meses se passam e a mulher, ainda em coma, dá a luz aos filhos do agora rei. 
Um dos filhos, morrendo de fome, tenta sugar o leite dos seios de Bela, mas acaba sugando seu dedo e retira a farpa amaldiçoada, Bela (que eu acho que estava muito confusa nesse ponto da história) e o Rei acabam se apaixonando, mas a esposa do Rei fica com muita raiva, ela tenta matar as crianças e ainda planejava mandar o rei comer elas. Mas o Rei descobre seu plano e queima ela viva para ficar com a sua nova amante.
Acredite ou não, para deixar as coisas ainda piores a moral da história original era algo como "não corra atrás de seu amor, espere ele vir até você", nesse caso ela esperou dormindo até ser estuprada pelo seu grande amor, romântico não é?

O Pinocchio original estava muito longe de ser aquele que todos conhecem, o personagem era o protagonista do romance infantil As Aventuras de Pinóquio de 1883, do escritor italiano Carlo Collodi.
A história começa com Gepetto, que cria o boneco de um pedaço de madeira, mas Pinocchio não estava agradecido ao seu criador, ele ri da cara dele e rouba sua peruca. 
O boneco é descrito como um "patife" e um "desgraçado" cuja mal criação era tanta que nem seu pai aguentava. Toda vez que o boneco mentia seu nariz crescia, mas ele também podia crescer sem nenhum motivo.
Devido as brincadeiras do boneco ele é pego pela "policia" da época, eles então acham que Gepetto abusou dele e prendem o idoso. 
Pinocchio continua com suas traquinagens até que seus agora inimigos Gato e Raposa prendem seus braços, jogam uma forca em seu pescoço e o enforcam em uma árvore.
O mau comportamento de Pinóquio, em vez de ser encantador ou cativante, era para servir de alerta. Collodi originalmente pretendia que a história fosse uma tragédia, e não um conto infantil. Foi Walt Disney que mandou seus produtores mudarem a personalidade do boneco em seu filme de 1940.
Hoje em dia a moral de Pinóquio é algo como "mentir é ruim", mas antigamente a moral era mais macabra sendo algo como "nem toda vida vale a pena", Gepetto deu tudo de si para criar seu boneco, mas Pinocchio só trouxe problemas, ou seja, nem toda vida vale a pena ser criada.

Peter Pan é um personagem criado pelo romancista e dramaturgo escocês J. M. Barrie em 1902. A história já começa macabra pelo fato de Petar Pan ser inspirado no irmão mais velho de Barrie, David, que morreu em um acidente de patinação no gelo na véspera de seu aniversário de 14 anos. Sua mãe e seu irmão pensavam nele como "um menino para sempre", é dai que veio a ideia de Peter Pan nunca querer crescer.
No livro Peter descobre que Wendy sabe um bando de histórias de ninar, então ele rapta ela para que a garota sirva de mãe para ele e sua gangue. A garota concorda e ainda leva seus irmãos junto para a ilha da Terra do Nunca.
Depois de algumas aventuras Wendy diz que ama Peter, indicando que ela iria "fazer dele um homem" e pergunta como ele se sente, mas o garoto diz que ela vai ser sempre como uma mãe pra ele.
No fim Peter leva Wendy de volta para casa, ele se recusa a crescer e volta para a Terra do Nunca. Sua gangue é adotada pela mãe de Wendy.
A moral da história era que crescer era parte da vida, mas isso não ficava claro já que Peter abandonava Wendy para nunca ter de crescer, em futuras versões a moral ficava mais clara e em algumas Peter até mesmo se apaixonava por Wendy.

Que garota não queria ser igual a Cinderella e seu sapatinho de cristal? O conto foi criado há muito tempo atrás, em 7 a.C uma versão dele já existia e existem milhares de versões hoje, mas a versão que é mais conhecida hoje foi publicada em francês por Charles Perrault em Histoires ou contes du temps passé em 1697. 
Outra versão foi publicada mais tarde pelos Irmãos Grimm em sua coleção de contos de fadas Grimms 'Fairy Tales em 1812.
A primeira coisa que devemos notar é que Cinderella não usava sapatos de cristal, nem diamante, ouro, prata ou nada do tipo, ela usava sapatos de pele, na verdade nos primeiros contos seus sapatos não tinham importância, a história era apenas sobre uma mulher pobre que se casava com uma pessoa de status.
Foi Perrault quem inventou a parte do sapato de cristal, mas a coisa fica mais violenta para o fim da história. Na sua versão do conto as irmãs malvadas de Cinderella querem a todo custo calçar o sapato e se casar com o príncipe, para isso elas mutilam seus próprios pés, cortando dedos e calcanhares fora, mas o príncipe nota o sangue no sapato e descobre que elas estavam tentando engana-lo. 
No fim ele se casa com Cinderella e como punição manda cegar as irmãs dela com brasa quente. Em outra versão a própria Cinderella pede ajuda para seus amigos animais para arrancarem os olhos de suas irmãs. De qualquer jeito a coisa é macabra.

O Gato de Botas é outro conto que foi popularizado por Charles Perrault, ele apresenta um gato que quer de alguma maneira ajudar seu pobre mestre a enriquecer. 
O gato pega coelhos na floresta para oferecer como presentes ao rei, cortesia do fictício Marquês de Carabas. Um dia, ele rouba as roupas de seu dono enquanto ele está tomando banho no rio e diz ao rei, que estava passeando com sua filha por ali, que o menino é o Marquês, que ele havia sido assaltado e estava pelado. O rei cobre o garoto de roupas chiques e sua filha se apaixona por ele ali mesmo.
Para provar de vez que o garoto é o Marquês o gato ameaça o povo da cidade para dizer ao rei que o menino é quem ele diz que é, se eles não concordarem o gato faria picadinho deles.
Depois de mais algumas aventuras e mentiras o rei da a mão de sua filha em casamento para o falso Marquês.
Tirando as ameaças de morte esse conto não é tão violento como os outros dessa lista, mas ele ainda apresentava um problema, sua moral. Na história o gato mente e ainda se dá bem, em outras palavras era como se a moral da história fosse algo como "mentir é bom se trouxer resultado", isso não era uma lição que os pais queriam ensinar aos seus filhos.

Os Três Porquinhos foram popularizados pelo escritor Joseph Jacobs em seu livro English Fairy Tales de 1890. A história em si não mudou muito com o passar dos anos: um lobo malvado persegue 3 porquinhos, cada um deles cria sua própria casinha de diferentes materiais e no fim os três se juntam para acabar com o lobo. Mas a versão original era um pouco mais violenta.
O Lobo não deixava os porquinhos irem até a casa do outro porco, assim que ele destruía suas casas ele matava e devorava os leitõezinhos, o final também era mais macabro.
O terceiro porquinho, que constrói uma casa de tijolos, vence o lobo, que não consegue derrubar sua casinha. O lobo mal então tenta enganar o porco pedindo para ele encontrá-lo em vários lugares, mas ele é enganado todas as vezes. Finalmente, o lobo resolve descer pela chaminé da casa, mas ele cai em um caldeirão de água fervente, o porco então fecha a tampa depois cozinha e come o lobo.
A moral era bem direta, "trabalhar duro vale a pena", o terceiro porquinho trabalhou mais duro do que os outros dois e ele foi o único a não ser comido.
Interessantemente em 1933 Walt Disney lançou um filme de animação de oito minutos dos "Três Porquinhos". De acordo com a Encyclopedia of Disney Animated Shorts, o curta-metragem inspirou muitos americanos através da Grande Depressão. Os americanos usaram o lobo mau como um símbolo da luta em suas vidas. Assim como os três porquinhos conseguiram superar a adversidade por meio do trabalho árduo, muitos norte-americanos acreditavam que o trabalho duro acabaria por tirá-los da Grande Depressão.

João e Maria é mais um dos contos dos irmãos Grimm popularizado em 1812. A primeira coisa que você deve saber é que seus nomes obviamente não eram João e Maria, os personagens verdadeiros se chamam Hansel (João) e Gretel (Maria).
No conto original os pais de Hensel e sua irmã Gretel pretendem abandona-los na floresta sozinhos para que eles morram, assim os pais não vão morrer de fome por ter de alimentar duas bocas extras. Mas Hensel, que ouviu o plano de seus pais, joga pedrinhas para marcar o caminho de volta pra casa, ele diz a sua irmã que "Deus não os abandonara".
Os irmãos voltam pra casa e sua mãe, furiosa por eles terem sobrevivido, os manda novamente a floresta mas sem as pedras, eles então usam pedaços de pão para marcar o caminho, mas os animais da floresta comem o pão e eles ficam perdidos, até que eles esbarram em uma incrível casa feita de doces, sua dona, uma bruxa velha, prende Hensel em uma gaiola e faz de Gretel a sua escrava.
Depois de engordar os irmãos por varias semanas a bruxa decide come-los e manda Gretel acender o fogão, assim que a bruxa vai conferir o fogo a garota joga a bruxa dentro do fogão e fecha a porta deixando ela queimar viva até morrer, chamando ela de "criatura pecadora". 
Eles roubam todas os tesouros da bruxa e voltam pra casa, mas ao chegar seu pai lhe diz que sua mãe está morta. Os três então vivem felizes para sempre com os tesouros da bruxa.
O conto foi escrito como uma resposta a fome que assolava a Europa, naquela época era comum que pais abandonassem suas crianças por não terem como alimenta-las. 
A moral da história era "nem tudo que parece bom realmente é", já que os irmãos se deixam levar pela casa de doces sem saber que quem mora ali era uma assassina canibal. 

A Pequena Sereia é um conto de fadas escrito pelo autor dinamarquês Hans Christian Andersen em 1837.
A história original fala sobre uma sereia que ao completar 15 anos nada até a superfície pela primeira vez, chegando lá ela observa uma festa de aniversário em um navio e se apaixona pelo aniversariante, um príncipe de um reino da superfície. Uma tempestade atinge o barco e a sereia salva a vida do príncipe. 
Para poder ficar com seu amor a serie faz um trato com uma bruxa, ela troca sua língua por um par de pernas. Mas ao contrario da lenda que você conhece a sereia teve mais problemas do que o esperado, toda vez que ela andava suas pernas sentiam uma dor agonizante que era similar a "andar em facas" e para piorar seus pés sangram descontroladamente.
Para ser uma humana ela ainda precisa ganhar uma alma, ela obterá uma alma somente se conquistar o amor do príncipe e se casar com ele, pois então "uma parte de sua alma fluirá para ela". Caso contrário, porque desgraça pouca é bobagem, ao amanhecer do primeiro dia depois que ele se casar com outra pessoa, a Pequena Sereia morrerá com o coração partido e se dissolverá na espuma do mar sobre as ondas.
O príncipe acaba gostando da mulher muda que ele acaba de conhecer, porém ele decide se casar com uma princesa de verdade. O príncipe e a princesa celebram o novo casamento em um navio e o coração da Pequena Sereia se parte. Ela se desespera, pensando na morte que a espera, mas antes do amanhecer, suas irmãs saem da água e lhe trazem uma faca que a Bruxa do Mar lhes deu em troca de seus longos e belos cabelos. Se a Pequena Sereia matar o príncipe e deixar o seu sangue pingar em seus pés, ela se tornará uma sereia mais uma vez, todo o seu sofrimento acabará, e ela viverá sua vida plena no oceano com sua família.
A Sereia porém, ainda apaixonada pelo príncipe não tem coragem de o matar e morre, e se você acha que as bizarrices acabam aqui você vai se surpreender. Após a sua morte a Sereia acaba virando uma das filhas do ar, ela então descobre que se ela realizar boas ações pelos próximos 300 anos ela vai poder ganhar uma alma e "ascender ao reino do Céu como Jesus Cristo". Pois é, não era o final que as pessoas esperavam da Pequena Sereia, mas esse é o conto original.
Outros escritores como P.L Travers (o escritor de Mary Poppins) criticaram esse "final estupido", mas tudo isso tem uma explicação. Muitos historiadores acreditam que o escritor de A Pequena Sereia era gay, a história sobre um amor impossível é uma alegoria a sua própria vida, e o fato da Sereia ir para o Céu é devido ao fato que a Igreja Católica era contra os gays e eles não iam para o Céu.

O Príncipe Sapo é um conto curto, popularizado pelos Grimm, basicamente um príncipe amaldiçoado tem de ser beijado por uma mulher para voltar a ser humano, mas o conto original não era assim. 
Para voltar a ser humano a mulher tinha de cortar a cabeça do sapo ou esmaga-lo.

O Aladdin original era chines, a história já existia antes disso mas ela se popularizou em 1885 devido a ela ser recontada de maneira oral. Como você já deve ter imaginado ela é bem diferente da versão da Disney. 
Ele é um conto de fadas do Oriente Médio ou Ásia em que Aladdin, então preso em uma caverna mágica, esfrega um anel que ele usa e um gênio o leva de volta para sua mãe. Sua mãe limpa uma lâmpada e revela um gênio ainda mais poderoso do que o do anel que dá a Aladdin sua própria riqueza e palácio. 
Um feiticeiro então engana a esposa de Aladdin, pega a lâmpada e manda o gênio transportar o palácio para sua casa. Aladdin usa o gênio do anel para transporta-lo até lá, mata o feiticeiro e traz seu palácio de volta para onde estava.
O irmão mais poderoso e malvado do feiticeiro planeja destruir Aladdin por matar seu irmão, disfarçando-se de uma velha conhecida por seus poderes de cura. A esposa de Aladdin ordena que a "mulher" fique em seu palácio em caso de qualquer doença. Aladdin é avisado deste perigo pelo gênio da lâmpada e mata o impostor.
A moral da história era...bom...ela não tinha uma. Aladdin usou mágica para conseguir tudo o que ele queria sem nunca ter se esforçado, até sua esposa não sabia da verdade. A Disney na hora de fazer o filme Aladdin de 1992 misturou a história original com o conto do Ladrão de Bagdá.

O Patinho Feio foi escrito por Hans Christian Andersen em 1843, quando a história começa, os ovos de uma mãe pato se quebram. Um dos pequenos pássaros nasce feio e sofre muito abuso verbal e físico de sua própria família e amigos. Ele vagueia tristemente no curral e vive com patos e gansos selvagens até que os caçadores matam todos os seus conhecidos. 
O patinho vê um bando de cisnes selvagens em migração. Ele está feliz e excitado, mas não pode se juntar a eles, pois é jovem demais e não pode voar. O inverno chega. Um fazendeiro encontra e leva o patinho congelante para casa, mas o pato fica assustado com as crianças barulhentas do fazendeiro e foge da casa. 
Ele passa um inverno miserável sozinho ao ar livre, principalmente se escondendo em uma caverna no lago que congela parcialmente. Quando a primavera chega, um bando de cisnes desce no lago. O patinho feio, agora totalmente crescido e amadurecido, não pode mais suportar uma vida de solidão e sofrimento e decide se lançar no rebanho de cisnes decidindo que é melhor ser morto por pássaros tão bonitos do que viver uma vida de feiura e miséria. 
Ele fica chocado quando os cisnes o acolhem e o aceitam, apenas para perceber, olhando para seu reflexo na água, que ele se transformou em um deles. O bando voa para o ar, e o agora belo cisne abre suas lindas asas e toma vôo com o resto de sua nova e gentil família.
Acredita-se que assim como A Pequena Sereia esse conto também é uma alegoria a vida de Andersen, que era considerado feio na infância e sofria bullying. Para piorar Andersen podia ser o filho ilegitimo do rei Christian VIII da Dinamarca, nesse caso o cisne foi usado como símbolo pra a realeza.

Mulan não é um conto de fadas, a história de Hua Mulan é uma antiga lenda chinesa que vem lá do ano de 420. A versão de Mulan de Chu Renhuo, o escritor que popularizou a historia, é bem similar com a que você conhece, uma mulher se veste de homem para ir a guerra no lugar de seu querido pai, que está velho e fraco demais para lutar.. 
Mas na versão original a guerreira volta da guerra para encontrar seu pai morto, sua mãe se casou novamente e o Khan (Rei) chama ela para ser sua concubina. Como tudo é demais para ela aguentar, Mulan se mata no fim da história.

A Rapunzel dos Irmãos Grimm ainda apresenta uma linda garota com longos cabelos presos em uma torre por uma bruxa malvada. 
Em sua versão original, a bruxa encontra o príncipe visitando Rapunzel (que está grávida), ela então corta o cabelo da menina e a expulsa para a floresta. 
O príncipe retorna naquela noite e sobe na torre pelo cabelo apenas para encontrar a bruxa malvada. Ela o empurra para fora da torre em espinhos que amortecem sua queda, mas perfuram os seus olhos lhe cegando.
Durante meses, ele vagueia pelas terras devastadas do país e, eventualmente, chega ao local onde agora vive Rapunzel com os gêmeos que ela deu à luz, um menino e uma menina. Quando eles caem nos braços um do outro, suas lágrimas imediatamente restauram sua visão. Ele leva ela e seus gêmeos para o seu reino, onde eles vivem felizes para sempre.
A moral da história era que o destino sempre vence, no caso se algo tem de acontecer, como o amor dos dois, nada vai impedir.

The Fox and the Hound (O Cão e a Raposa) é um livro de 1967 escrito pelo escritor americano Daniel P. Mannix e ilustrado por John Schoenherr.
Nele, a Raposa leva propositalmente um dos cães de um homem para os trilhos de trem, onde ele é atingido por um trem e morre. Furioso, o homem treina um cachorro que finalmente persegue a raposa até que ela entra em colapso por exaustão e morre. O cão também está perto da morte, mas seu dono cuida dele até sua saúde melhorar. 
No fim do livro o dono, já velho, tem de ir para uma casa de repouso, e como eles não permitem animais ali ele leva seu cão até o quintal e o mata com um tiro.
Quando a Disney comprou os direitos para o filme eles sabiam que a história era pesada demais para crianças, por isso eles mudaram praticamente tudo, tanto que muitos ainda dizem que a história acabou tão diferente do livro que a Disney nem tinha que ter comprado os direitos já que ninguém saberia de onde veio a inspiração.

E por último vamos falar de Chapeuzinho Vermelho, e você já sabe o que vai rolar não é? O conto em si vem lá do século X, mas ele foi popularizado por Charles Perrault e os Irmãos Grimm.
A história começa do jeito que você conhece, uma garota de gorro vermelho (ou dourado dependendo da versão) tem de ir visitar sua avó e levar mantimentos pra ela, que esta doente, mas um lobo mal que ela encontra no meio do caminho chega lá primeiro. Ele então mata a vovó, corta ela em pedaços e põe o seu sangue em uma garrafa de vinho.
Quando a Chapeuzinho chega o lobo, já disfarçado de vovó, manda ela comer algo, e sem saber a neta come pedaços do cadáver de sua própria avó e bebe o seu sangue.
O lobo manda então a garota se despir e se deitar com ele em sua cama, quando a garota se deita o lobo mata e come ela também.
E esse é o fim, nada de caçador, nada de retirar a vovó da barriga do lobo nem nada disso. A história servia simplesmente para mostrar as crianças o perigo de brincar nas florestas da antiga Europa e de se confiar em estranhos, por isso não tinha um final feliz.

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